quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fatalidade!

Antonio Nunes de Souza*

Tudo era encanto,
Não havia pranto,
Somente alegria e felicidade.
Nem parecia esse mundo,
Com aquele amor profundo,
Nem de longe existia maldade!

Amor, paixão e muitos ardentes desejos,
Com afagos e beijos, seguidos de festejos,
Não existia união mais completa!
Tanto na noite como no dia,
O calor do corpo ardia,
Com aquela felicidade discreta!

Gerações foram brotando,
Os afetos sempre reforçando,
Com aquele amor sem igual.
Mas, como tudo na vida,
Sempre aparece uma ferida,
Que nos atinge como um animal!

Um acidente maldito,
Que apenas ouvi o grito,
Último som que meu amor exclamou.
Morreu imediatamente,
Deixando-me tristemente,
Nem uma palavra falou!
Hoje choro essa saudade,
De ver tanta maldade,
Indo ao enterro da minha querida.
Pois, tudo isso aconteceu ruim,
Fazendo-me estar sofrendo assim,
Graças a uma bala perdida!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras de Itabuna – antoniodaagral26@hotmail.com


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